terça-feira, 28 de agosto de 2012

Essa conversa não é sobre você



Querido estudante , de classe média, que faz cursinho pré-vestibular particular: eu sei que é difícil quando alguém nos faz enxergar nossos próprios privilégios, mas deixa eu 
tentar mais uma vez.

Eu (e mais uma penca de gente, me arrisco a dizer) não me importo com o quão “difícil” será para você entrar naquele curso de medicina mega concorrido com o qual você sonha, porque, simplesmente, esta conversa não é sobre você.

Eu sei que praticamente todas as conversas deste mundo são sobre você e você está acostumado com isso, então deve ser um baque não ser o centro das atenções. Mas, seja forte! É verdade: nós não estamos falando sobre você.

Quando você chora pelo sonho que agora parece mais distante de se realizar, suas lágrimas não me comovem. Porque o que me comove são as lágrimas daqueles que nascem e crescem sem qualquer perspectiva para alimentar o mesmo sonho que você. É sobre essas pessoas que estamos falando e não sobre você.

Quando você esperneia pelos mil reais gastos todos os meses com a mensalidade do seu cursinho e que agora se revelam “inúteis”, eu não me comovo. Porque o que me comove são as milhares de famílias inteiras que se sustentam durante um mês com metade da quantia gasta em uma dessas mensalidades. É sobre essas pessoas que estamos falando, não sobre você.

Quando você argumenta que, na verdade, seus pais só pagam seu cursinho porque trabalham muito ou porque você ganhou um desconto pelas boas notas que tira, eu não me comovo. Porque o que me comove são as pessoas realmente pobres, que mesmo trabalhando muito mais do que os seus pais, ainda assim não podem dispor de dinheiro nem para comprar material escolar para os filhos, quem dirá uma mensalidade escolar por mais barata que seja. É sobre essas pessoas que estamos falando, não sobre você.

Quando você muito benevolente até admite que alunos pobres tenham alguma vantagem, mas acredita ser racismo conceder cotas para negros ou outros grupos étnicos eusa até os dois negros que você conhecem que conseguiram entrar numa universidade pública sem as cotas, como exemplo de que a questão é puramente econômica e não racial, eu não me comovo. Na verdade, eu sinto uma leve vontade de desistir da raça humana, eu confesso, mas só para manter o estilo do texto eu preciso dizer que o que me comove é olhar para o restante da sala de aula onde esses dois negros que você citou estudam e ver que os outros 48 alunos são brancos. E olhar para as estatísticas que mostram a composição étnica da população brasileira e contatar a abissal diferença dos números. É sobre os negros que não estão nas universidades que estamos falando, não sobre você ou seus amigos.

Se a coisa está tão ruim, que tal propormos uma coisa: troque de lugar com algum aluno de escola pública. Já que não é possível trocar a cor da sua pele, pague, pelo menos, a mensalidade para que ele estude na sua escola e se mude para a dele. Ou, seja a cobaia da sua própria teoria. Já que você acredita que a única ação que deveria ser proposta é melhorar a educação básica: peça para o seu pai investir o dinheiro dele em alguma escola, entre nela gratuitamente junto com alguns outros alunos, estude nela durante 12 anos e então volte a tentar o vestibular. Ah, você não pode esperar tanto tempo? Então, porque os negros e pobres podem esperar até mais, já que todos sabemos que o problema da má qualidade da educação básica no Brasil não é algo que pode ser resolvido de ontem pra hoje?

Então, por favor, reconheça o seu privilégio branco e classe média e tire ele do caminho, porque essa conversa não é sobre você. Já existem espaços demais no mundo que têm a sua figura como estrela principal, já passou da hora de mais alguém nesse mundo brilhar.

domingo, 1 de julho de 2012

Minha metade




Só tu me faz ter essa sensação… a cada abraço eu me sinto protegida e amada, a cada abraço tenho a ideia de ser o primeiro: nada mudou. É como se ali fosse o melhor lugar para eu estar, e é. É impressionate o poder que tens sobre mim, me fazes mudar de ideia com apenas um olhar, aquele olhar… o mais lindo de todos. Com um simples abraço consegues me fazer sentir coisas que nunca pensei que existisse. E é com um abraço, um carinho, um beijo, um olhar que eu percebo o quanto eu te amo, são esses momentos, os mais singelos que eu sempre vou guardar comigo, onde quer que eu vá.  Eu te amo, impossível negar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aprendendo.

Hoje eu quero compartilhar um assunto que considero ser a chave para a inovação nas organizações e em suas vidas pessoais: aprender a ser humilde o suficiente para ouvir e respeitar outros pontos de vista.
As pessoas vêem o mundo de formas diferentes. A maneira como você lida com isso vai definir se você é um “aprendiz” ou um “controlador”.  Os controladores dizem que sabem como as coisas são, como deveriam ser e o que precisa ser feito. Dão muitas ordens e fazem poucas perguntas. Aprendizes são curiosos e humildes, não tem tanta certeza na interpretação do que está acontecendo e o que deva ser feito. São mais inquisidores do que mandões e tentam levar em consideração os pontos de vista alheios ao invés de impor o seu único ponto de vista.
Os controladores sustentam sua auto estima acreditando que sempre estão certos. Sentem-se satisfeitos quando conseguem eliminar todos os pontos de vista contrários e todos passam a concordar com eles. Acreditam que as coisas são como eles as vêem e qualquer outra interpretação está errada. Um caso típico de “arrogância ontológica” (ontologia é o ramo da filosofia que estuda a natureza da realidade, o que é inerente a todos e a cada um dos seres).
Os aprendizes sustentam sua auto-estima no fato de permanecerem abertos, convidando todos  a compartilharem suas percepções dentro de um espírito de aprendizado mútuo. Acreditam que vêem as coisas da forma como lhes parece e que essa visão é apenas parte de um todo muito mais amplo. Estes exemplos são o oposto da arrogância, a “humildade ontológica”.
Uma pessoa humilde não se vê acima das outras e não aparenta estar em posição privilegiada.  A humildade ontológica é o reconhecimento que a sua visão da realidade ou da verdade não tem nada de especial e faz parte de um modelo mais amplo de aprendizagem.
As conseqüências finais deste modelo de aprendizagem são o sonho de qualquer liderança: eficácia, flexibilidade, inovação, alta qualidade, grande lucratividade, baixos custos, baixa rotatividade de funcionários, melhoria contínua, crescimento pessoal e profissional.
No entanto, apesar de tantos benefícios este não é o modelo padrão de nossa sociedade. Vivemos em uma cultura arrogante onde a maioria de nós busca um modelo de controle unilateral. Desde os tempos de bebê você foi condicionado a ter mérito apenas quando vence, a evitar embaraços e a provar que está certo. Se falhar se sentirá um fracassado. Você percebe o erro como “culpa” e não  “um aprendizado para melhorar sua habilidade de dar respostas aos desafios”.
Desenvolver esta nova habilidade não é simples e requer muita prática.  É preciso que você aprenda a expressar seus pontos de vista e acolher as opiniões alheias com honestidade, respeito e humildade. O grande desafio não é desenvolver humildade não só com outros aprendizes, mas também com o grande número de controladores unilaterais que o cercam.
Como é possível se expressar com humildade ontológica sem ser massacrado pelos demais?  Como ser assertivo em relação ao que você pensa sem massacrar os que pensam de forma diferente?
O Primeiro passo é trazer isto para a luz de sua consciência, ficar alerta sobre sua forma de agir e buscar explorar mais sobre este assunto. Não existe receita de bolo, mas sim metodologia e treinamentos específicos para desenvolver esta habilidade.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Eu quero ser livre...

Livre de preconceitos;
Livre da angústia;
Livre de condenações;;
Livre dos ditados certos e errados;

É eu quero ser livre!

Livre pra amar e ser amada;
Livre pra admirar o céu;
Livre pra conversar olhando nos olhos;
Livre pra gritar;
Livre pra pular;
Livre pra dançar;

Definitavamente eu quero ser livre, de corpo e alma (mais de alma do q corpo), porque ser livre é ser pleno, é ser louco, é viver sem os pudores que a vida te impõe.
Ah! Que saber eu não QUERO ser livre, eu VOU ser livre!
LIVRE, PLENA e FELIZ!

Vc não????

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eu poderia

Eu não pertenço a você, mas se pertencesse.
Eu poderia...
Eu poderia fazer coisas que você nunca viu acontecer
Eu poderia te amar... mas eu ja não tenho coração.
Eu poderia te dar tudo de mim, e ainda assim não seria o suficiente.
Eu poderia morrer por você, mas você nunca saberia disso.
Eu poderia tentar chegar até você, mas você não me encontraria no meio do caminho.
Eu poderia ter esperança... mas seus olhos não me dão nada.
Eu poderia sorrir por um dia, mas a vontade na verdade é uma vida.
Eu poderia solucionar os seus problemas, mas você deseja outros planos.
Eu poderia não ser assim... mas você talvez não tivesse me conhecido se eu fosse diferente.
Eu poderia te amar... um pouco mais do que amo agora.
Eu poderia ter cantado no chuveiro, se você me fizesse feliz.
Eu poderia ter implorado seu amor,se você tivesse me dito que adiantaria.
Eu poderia ter te contado histórias, se você tivesse me pedido para contar.
Eu poderia ter sido seu amigo, se você tivesse segurado na minha mão.
Eu poderia ter sido o outro, por puro medo da sua fidelidade.
Eu poderia ter sido um beijo e nada mais, se você não tivesse me pedido para voltar.
Eu poderia ter te contado meus casos, se você quisesse me ouvir.
Eu poderia ter chorado, se você não gostasse do meu sorriso.
Eu poderia ter sido só seu, se você tivesse me permitido ser.
Eu poderia tentar encontrar uma razão, mas acho que ela já não existe pra você...
Eu cantei no meu chuveiro, eu implorei outros amores, contei histórias, fui amiga, o outro, um beijo, eu espalhei meus casos por ai, eu chorei, fui só de alguém e pude perceber que sem você eu posso ser meu e de mais ninguém, por puro medo de me encontrar sendo metade sem você.
O que me resta é pensar eu que eu poderia ter ou ser coisas, e só bastaria a sua vontade... que eu nunca vou saber...Mas...
Eu poderia ou ainda posso?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Seu meu coração...




Feche os olhos comigo, sinta que meu
pulsar pulsa com o teu.
Não diga adeus, nem por ironia, pois
tua despedida me mata o coração seu.
Talvez estivesse agora com a consciência
afetada.
Mas não ligo se o que nos liga é a
loucura. Ops! Devo dizer o amor.
Ah! Mas o amor e a loucura significam
apenas viver com a ausência de um dos órgãos: o coração.
E ver no outro a tua voluntária doação.
Assim deixo meu coração contigo.
E me alegro ao ver meu amor indo.
Pois longe, perto de ti estarei com
meu.
Coração pulsando junto ao teu.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Minha força maior.

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  Há meu amor sorria  e então eu estarei feliz ,olhe as estrelas e note um brilho que nunca se comparará  ao seu, sempre chegue perto de mim  com esse cheiro de ingenuidade, com a inocência no olhar e com o mais doce dos beijos nos lábios, e então tudo que eu mais preciso eu já irei possuir, o seu amor.
       Acredite quando te digo que és a razão da minha vida, razão da minha alegria, você consegue despertar o que há de melhor em mim, resgata sentimentos esquecidos e me lembrar que pra ser feliz basta ser criança, o fato é que eu sei o q sinto por você, é único, é mágico e perfeito é o AMOR.